O Arquipélago dos Abrolhos


        Na região entre Caravelas, sul da Bahia, e São Mateus, norte do Espírito Santo, a plataforma continental prolonga-se por mais de 200 quilômetros para fora da costa, formando extensos planaltos submersos com profundidades médias de 200 metros. Suas bordas, muitas vezes, elevam-se bruscamente para 50 metros de profundidade para depois decair, com igual abruptez, para mais de 400 metros de fundo. Esses trechos rasos da plataforma serviram de base para numerosos recifes de coral, muito perigosos para a navegação. Neste contexto geológico é que situa-se o Arquipélago dos Abrolhos, distando aproximadamente 70 kms (35 milhas) da costa, na altura de Caravelas, e dentro dos limites do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (90,3 mil hectares). Trata-se de um complexo e maravilhoso ecossistema marinho, com águas transparentes (visibilidade de 25 a 30 metros), relativamente calmas e profundidades médias de cinco metros. A temperatura média da água é de 22/24 graus C.

        O parque está assentado sobre cinco formações rochosas: as ilhas de Santa Bárbara, Siriba, Redonda, Sueste e Guarita. Dispostas em arco, por serem provavelmente restos da borda de uma cratera vulcânica, essas formações rochosas abrigam um dos maiores, mais raros e exuberantes recifes de coral do Atlântico Sul. Além das ilhas, o parque comporta também o Parcel dos Abrolhos e o Recife dos Timbebas.

        Abrolhos apresenta uma formação coralina única no mundo, o chamado "chapeirão", cuja forma lembra um cogumelo ou um cérebro, e que vão do fundo (16 metros) até a superfície. Em vários locais, alguns chapeirões se desenvolvem próximos um dos outros, unindo-se pelo topo e formando bancos de recifes (verdadeiros labirintos de colunas infestados de peixes) que representam grande obstáculo à navegação.

        No período de julho a novembro as baleias jubarte chegam e concentram-se com o propósito de reprodução e cria de seus filhotes.

        Entre os peixes, destacam-se os parus, barracudas, garoupas, badejos, budiões, pargos, caranhas, meros, enguias, arraias, moréias, além da presença de tartarugas, golfinhos, tubarões e uma infinidade de peixinhos coloridos, transformando Abrolhos num magnífico aquário natural.

        Já a superfície das ilhas vivem abarrotadas de aves marinhas, que também escolheram este paraiso para se multiplicarem.

        Toda esta rica fauna atraiu Charles Darwin a visitar o arquipélago para realizar alguns estudos em 1830. E pensar que ele não pode ver o que estava submerso...

O parque Nacional Marinho dos Abrolhos
Criado pelo decreto 88.218 de 06/04/1983

        Poucos países no mundo possuem tantos Parques Nacionais (PARNA) quanto o Brasil: 35; dentre eles, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Os PARNA foram criados com a finalidade de preservar atributos excepcionais da natureza, conciliando a proteção integral da flora e fauna e das belezas naturais, com a utilização para fins educacionais, recreativos ou científicos, sendo neles proibida qualquer forma de exploração dos recursos naturais.

        Os PARNA comportam a visitação pública com fins recreativos e educacionais, de acordo com as normas estabelecidas pelo IBAMA. Permitem também as pesquisas científicas, desde que autorizadas pelo órgão responsável pela sua administração.

Dicas do Ibama para o turismo dentro do parque nacional:

  • Não produza lixo dentro da área do Parque. Caso seja realmente inevitável, recolha tudo e leve consigo até uma lixeira na área urbana;
  • Não realize a pesca e a caça esportiva, proibidas no interior do Parque;
  • Deixe a vegetação nativa intacta;
  • A coleta de qualquer material não é permitida;
  • Ao fotografar ou desfrutar do lazer junto à natureza, evite molestar os animais;
  • Quando em grupos, procure guias locais autorizados para melhor aproveitar sua visita;
  • O Parque Nacional tem uma área de entorno de 10km, onde as atividades e usos são controlados, devendo ser compatíveis com a preservação ambiental;
  • Não tire nada a não ser fotografia;
  • Não deixe nada a não ser pegadas;
  • Não mate nada a não ser o tempo;
  • Tudo o que existe em um Parque Nacional pertence à comunidade/Estado. Aprenda a conhecê-lo e respeitá-lo. Aprenda a gostar dele;
  • Com sua ajuda esse patrimônio poderá ser mostrado para as gerações futuras.

Outros Parques Nacionais:

Parque Nacional do Itatiaia
Parque Nacional do Iguaçu
Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Parque Nacional de Ubajara
Parque Nacional de Aparados da Serra
Parque Nacional do Araguaia
Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Parque Nacional das Emas
Parque Nacional de Caparaó
Parque Nacional de Sete Cidades
Parque Nacional da Tijuca
Parque Nacional de São Joaquim
Parque Nacional de Brasília
Parque Nacional de Monte Pascoal
Parque Nacional da Serra da Bocaina
Parque Nacional do Pantanal Matogrossense
Parque Nacional da Serra da Canastra
Parque Nacional da Amazônia
Parque Nacional do Pico da Neblina
Parque Nacional da Serra da Capivara
Parque Nacional de Pacaás Novos
Parque Nacional do Cabo Orange
Parque Nacional do Jaú
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Parque Nacional da Serra do Cipó
Parque Nacional da Chapada Diamantina
Parque Nacional da Lagoa do Peixe
Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha
Parque Nacional de Grande Sertão Veredas
Parque Nacional da Chapada dos Guimarães
Parque Nacional do Superagüi
Parque Nacional da Serra do Divisor
Parque Nacional do Monte Roraima
Parque Nacional da Serra Geral

Este projeto é fruto de uma parceria entre:
SEBRAE Extremo Sul e TDF in net